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	<title>Mensagem de Pascoa &#187; Poesia de Pascoa</title>
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		<title>Poesia de Pascoa</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 22:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Páscoa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poemas de Pascoa - Poesias de Pascoa]]></category>
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		<description><![CDATA[O Evangéio segundo o homi do sertão Certo dia Deus acorda Oia aqui pra baixo e diz: - Oxente! Esse povo tá ficano doido é?! Criei a terra, o céu e o mar As pranta e os animá E eles – homi e muiê Mas tá um no prato do ôtro meteno a cuié, Tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Evangéio segundo o homi do sertão</strong></p>
<p>Certo dia Deus acorda<br />
Oia aqui pra baixo e diz:<br />
- Oxente! Esse povo tá ficano doido é?!<br />
Criei a terra, o céu e o mar<br />
As pranta e os animá<br />
E eles – homi e muiê<br />
Mas tá um no prato do ôtro meteno a cuié,<br />
Tão se acabano, acabano o praneta, moço<br />
E oie que no iniço tudo era bão, desde esboço! </p>
<p>As injustiça tá arretada<br />
Os homi só qué dominá<br />
Os seres que se dize humano<br />
Qué é mermo enfiá a faca no buxo do outro,<br />
Como se diz entre eles mermo,<br />
“Farinha poca meu pirão primero”<br />
É tanta gente desumana precisano se consertar&#8230;<br />
Já tô veno&#8230;<br />
Vô tê que mostrá pra esse povo a agir como gente mermo&#8230;</p>
<p>Jesus meu fio, venha cá!<br />
Oia pro desgracero que tá se assucedeno lá imbaxo<br />
Minhas criatura prefirida meu fi!<br />
Essa gente tem é sorte, vice<br />
Pro mode se num fosse meu amô pro eles<br />
Que é maió do que seus pecado<br />
Eles tarium tudo arruinado, fritim,fritim&#8230;<br />
Todo mundo lascado.</p>
<p>-Não se apoquente meu pai<br />
A gente já vai arrersorvê esse causo<br />
Num vai ser farci não<br />
O cálice é pesado<br />
E o que se tem nele, é amargo<br />
Mas há o que se fazê.</p>
<p>- Ta bom meu fio<br />
Entonce tu vá lá<br />
Pra lá eu te enviu<br />
Pra esse povo sarvá<br />
Purque a iniquidade<br />
Já num ta mais pra se guentá.<br />
Num é que Jesus foi mermo homi?!<br />
Desceu em forma de gente<br />
Num ventre de uma tá de Maria<br />
Lá de Belém da Judea<br />
Muiê virge, valoroza, de fé<br />
Sofreu restrição sociá da comunidade<br />
E até mermo<br />
De seu marido, José<br />
Que num entendeu nadica de nada<br />
Da gravidez inesperada.<br />
Mas Deus-Paim mandô um anjo<br />
Pro mode falá cum ele, o José<br />
Através dum sonho<br />
E expricá o acontecido<br />
E só depois disso entonce<br />
É que se ficô tudo compreendido.</p>
<p>Após muita aflição e perseguição<br />
Nosso Sinhô teve que nascê num dormitório de jegue<br />
Numa tá de manjedora lá<br />
No meio de animá e de capim<br />
Pro mode de não ter dindim<br />
Pois num era de familia de posse<br />
Êita que situação ruim&#8230;</p>
<p>Mas tudo acabou-se dano certo<br />
Essa criança foi cresceno, cresceno&#8230;<br />
Em artura, matutez e graça<br />
Diante dos homi e de Deus.<br />
Aos trinta ano foi batizado<br />
Prum tá de João Batista, seu primo<br />
Que vivia no deserto<br />
Comeno uns garfanhoto e mé sirvestre<br />
Pregano arrependimento<br />
Às vibura da época<br />
Escribas e farizeus<br />
Ô raça de cabra safado&#8230;!<br />
São piores do que um ateu&#8230;<br />
Mas deixa isso pra outra conversa<br />
Vamo dá continuidade ao causo em pauta.</p>
<p>Pois entonce, logo depois desse batismo<br />
Nosso sinhô contemprô o Esprito Santo!<br />
Que veio sobre ele e disse:<br />
“Esse é meu fio amado<br />
Em que tenho prazê danado!”<br />
Aí sim o Nosso Sinhô começô seu ministero<br />
Que foi grande de arruiná<br />
As estrutura sociá da época.<br />
É que ele – Nosso Sinhô,<br />
Começô a curá<br />
Libertá<br />
Ensiná<br />
Restaurá</p>
<p>Aos rico pregô pobreza de espríto<br />
E aos pobre abraçô com riqueza de amô.</p>
<p>Mas um tá de Judas, um dos seu dircípro<br />
Quis colocá tudo a perdê<br />
Mas Jesus não ficou arretado com ele não<br />
Já sabia de tudo&#8230;<br />
Isso já tava inscrito nos prano divino<br />
Pois pra o nosso Deusim nada é oculto.</p>
<p>Desde aí entonce<br />
Nosso mestre foi cuspido<br />
Deram com um caniço em sua cabeça<br />
Puseram nele um pano avermeiado<br />
E uma coroa cheia de espinho.<br />
Fizeram gozação com ele, moço&#8230;<br />
O chamano com muito sarro de “rei dos judeus”.<br />
Colocarum num madeiro<br />
O prego lhe fez muita dô<br />
Os espinho lhe aprofundava o coro da cabeça<br />
E ele, sufocado, agonizô.</p>
<p>Mas nosso Sinhô num desistiu não<br />
Tava por demais arresovido<br />
Prosseguiu<br />
Se manteve firme<br />
Até o finá ficô.</p>
<p>É aquela cruz era que nem mandacaru<br />
Dolorida e espinhosa<br />
Mas de onde se saia líquido em tempo sequioso<br />
Dali saiu líquido precioso<br />
Pra nossas arma banhar.<br />
E como as água do velho Xico<br />
Irriga, transforma, faz nossa vida briá.</p>
<p>Retirarum seu corpo da cruz<br />
Colocarum num túmulo<br />
Num negócio chamado sepucro<br />
O cemitério deles lá<br />
E nele ficô até guarda a vigiá<br />
Mas num adianto não<br />
Mermo assim a pedra rolô<br />
Ele resucitô<br />
Ressurgiu dentre os môrto<br />
Se levantô<br />
Êita cabra arretado é o Nosso Sinhô!</p>
<p>E hoje Ele cum essa atitude de amor<br />
Um candiêro eterno nos dexô<br />
E nele a chama inapagarvi<br />
Da esperança e do amô<br />
Pra andarmo iluminado nesse mundo de escuridão<br />
Viva a Nosso Sinhô!</p>
<p>de Weslley Moreira de Almeida</p>
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